IPod, IPhone, IPad, internet colaborativa, jogos eletrônicos, realidade aumentada, são alguns exemplos de como a tecnologia pode nos levar adiante. Estar exposto a esse "bombardeio tecnológico" provoca alterações nas células cerebrais onde novas conexões neurais são formadas e outras se enfraquecem, um fenômeno que ocorre tanto nos mais velhos (imigrantes digitais) quanto na nova geração (nativos digitais).
Se por um lado, a tecnologia digital nos remete ao futuro, facilitando nossas tarefas do dia-a-dia, por outro lado ela nos retém.
Segundo Dr. Gary Small, diretor do Centro de Estudos da Memória & da Idade no Instituto Semel de Neurociências e Comportamento Humano, da Universidade da Califórnia, LA, considerado pela revista “Scientific American” como sendo um dos maiores inovadores do mundo em Ciência e Tecnologia, existe um grande risco de que os "nativos digitais" percam, ao longo do tempo, suas habilidades pessoais. "Os mais jovens não mostram contato visual quando estão tendo uma conversa. Eles realmente não conseguem ler os gestos não-verbais enquanto conversam."
Os jovens e adolescentes estão usando mais tecnologia e muitos são "multitarefa", falam ao celular, assistem TV, ouvem música no IPod e se comunicam em redes sociais - tudo ao mesmo tempo, eles são ótimos nisso, mas perdem o contato humano.
Em seu livro "iBrain" o Dr. Gary afirma existir um "Gap Cerebral" entre os "nativos digitais" e os "imigrantes digitais" que afeta a família e o trabalho. No ambiente corporativo, as pessoas mais velhas terão vantagens por suas habilidades sociais, enquanto que os mais jovens terão vantagens por causa de suas habilidades tecnológicas. As pessoas que conseguirem unir ambas se destacarão.
No ambiente familiar, os jovens estão se isolando, cada um tem seu notebook, sua TV, fecham-se nas quatro paredes de seus quartos, tudo por conta da inovação digital. É preciso quebrar essa barreira, estabelecer encontros familiares e trocar idéias, olhar para o lado humano da vida.
Adoro a tecnologia, ela é fantástica, melhora nosso conhecimento e nossas vidas, por outro lado, elas evoluem tão rapidamente que não nos dá tempo para pensar sobre seus aspectos positivos e negativos. Devemos usá-la de forma inteligente a nosso favor e aproveitar todo seu potencial.
Não podemos ser escravizados por ela: o convívio em família, entre amigos, ir ao cinema com nossos filhos, doar parte de seu tempo para quem precisa, curtir a natureza, pode ser o elo perdido para tornar as coisas melhores, talvez, o primeiro passo para diminuir a barreira entre os imigrantes digitais e os nativos digitais.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
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